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por dinovanoliveira

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Manhã de 04 de novembro. Ano de 2013.

Tenho plena noção que a minha revelação descortina uma das minhas principais falhas (ou será “patologias”?), mas não hesito considerar que, desde agora, tenho medo.

Daqui alguns anos, sei que já não serei mais tão querido seu. Sei que não me abraçará com o calor e o carinho de hoje e que não chorará mais no meu colo pedindo para beijar um machucado seu (em especial quando ele for no coração, fruto de uma ou outra desilusão amorosa).

O tempo vai passar, filho, e sua mãe e eu já não seremos mais sua principal necessidade ou referência. Na rua, você não nos dará mais a mão. Nas conversas com seus amigos, evitará nossa presença, presumindo que tudo o que sai da nossa boca é motivo de vergonha. Eu sei, filho, comigo foi assim.

Seguindo o que dizem os estudiosos, você será simplesmente emancipado das garras protecionistas daqueles que vivem por você, para você. E isso será, acredite, um verdadeiro nocaute.

O duro é que não teremos como te culpar. Na verdade, os responsáveis seremos nós, papai e mamãe (ou “homem garra” e “princesa”, ou power rangers “azul” e “verde”, respectivamente), que desejamos de forma incessante sentir o coração bater fora do corpo.

Nas suas andanças, só não perca de vista que suas batidas alimentam nossas vidas, e que até o último dos nossos dias você será, sem dúvida alguma, o nosso grande e querido “herói”.

Com amor, Papai.