Febre

por dinovanoliveira

Noite de quarta-feira, 11 de dezembro. O ano? 2013, ainda.

Madrugada de febre e choro. Durante a noite você não passou bem. Segundo a mamãe, foi preciso inalação boa parte do tempo (eu não acordei, confesso – rs).

Mais uma fase da “casa nova” está pronta/terminada. Agora temos a sala de jantar completa. Entregarão, disseram, daqui alguns dias. Suas habilidades artísticas já me preocupam…

Ninguém sabe, ainda, sobre a existência deste “lugar”. Por enquanto, sou só eu e você (ou será só eu?). A falta de periodicidade pode sugerir uma certa desídia, mas, acredite, ela não existe. 

Agora você brinca, corre e, vez ou outra, chora. Isso se repete todas as vezes que não atendemos seus mais diversos anseios (brincar com o faqueiro respeitosamente afiado que fica em uma gaveta na varanda, por exemplo).

Estamos em 2013, filho, e a corrupção se escancara nos mais variados veículos de informação (principalmente escritos, com os quais mais me familiarizo). Sinto vergonha e orgulho. Sei que estamos conduzindo seus passos para longe disso.

Temos nos preocupado em, ao invés de prepara-lo como um erudito frio, ou um sábio seco, transforma-lo em um homem de pensamento e ação (Olavo Bilac). Deu certo, né?

Vou correr e te apertar. Espero que lembre.

Com amor, papai.