Sim, o seu herói!
por dinovanoliveira
Pra mim, jogar futebol nunca foi tarefa fácil. Todo mundo sabe que não tenho a menor aptidão com a redonda.
Na escola eu sempre era o último a ser escolhido. De vez em quando, o capitão do time [de vôlei, apenas] resolvia me escolher algumas posições antes do último “atleta” em campo, motivado pela permanência de pessoas com desempenho pior que o meu ou, claro, considerando o fato de que mesmo sendo um asno, eu conseguiria [pelo menos] devolver a bola sobre a rede que divide o campo.
Para você ter uma noção, eu era um desastre até mesmo no gol, posição que, nas peladas da minha época, eram reservadas para os jogares com, digamos, “pouquíssimo rendimento” (o destaque no “pouquíssimo” é proposital).
Eu não consigo ser escolhido nem mesmo nos jogos de vídeo-game. É só começar a partida e todos veem que, nem com a ajuda de toda a parafernália tecnológica, meu rendimento se distancia do zero (à esquerda).
E é em razão desse “nível técnico”, portanto, que estou absolutamente familiarizado com os mais variados apelidos futebolísticos. Meus ouvidos processam esse tipo de coisa com a mais absoluta naturalidade.
Entretanto, dias atrás você mostrou que, contigo por perto, as coisas deverão ser um pouco diferente.
Na última terça-feira, dia de aula da mamãe (e quando nós reservamos nosso tempo para as peladas na quadra do prédio), bastou um desavisado nas relações de amor entre filho e pai gritar que eu era um “frangueiro” (perto do que já ouvi, isso soou como elogio) pra você tomar a frente e enaltecer meu gingado.
Com seus invejáveis 3 anos de idade, 1 metro e alguma coisa de altura e pouco mais de 16 quilos, esbravejou a certeza de que o ofendido era eu, o seu herói, e que, portanto, para continuarem enaltecendo minhas falhas em campo os ofensores precisariam de muito tutano.
Feliz!